sábado, 13 de outubro de 2007

Reflexão a partir do filme Doze homens e uma sentença

Acredito ser válido falar um pouco sobre a linguagem e seu caráter constitutivo. Se com a Filosofia da Educação Moderna a linguagem era entendida como representação. Com a Filosofia pós-moderna a linguagem assume outra posição, ela não representa, mas institui o mundo, ela é constituidora e isto possibilita pensar, conforme Alfredo Veiga-Neto, que sujeito e objeto são criados pelo ato de pensar e não estão em algum lugar à espera para serem desvelados, pensados, mostrando assim, que as coisas são produzidas, inventadas, já que a linguagem é o próprio pensamento, não havendo pensamento sem linguagem e nem linguagem sem pensamento.
O filme Doze homens e uma sentença me mobilizou a pensar na importância da linguagem. No filme o poder constituidor da linguagem ficou muito evidente. Em uma das cenas quando um dos doze homens comenta que o jovem era culpado justificando essa decisão pelo fato de ele ter saído de um cortiço, entendido como uma escola de bandidos. Esta fala não levou nada em consideração sobre a vida do jovem apenas as crenças e as "verdades construídas" sobre quem vive em um cortiço. Uma fala que enquadrou o jovem numa posição de sujeito (o bandido) que talvez não fosse. Neste caso ao dizer qeu o jovem era bandido, por isso matou o pai, a hipótese de não ter cometido o crime não foi pensada pelo jurado em questão.
Associei esta cena a uma fala de Guacira Lopes Louro (mimeo), quando a autora comenta que há coisas e há sujeitos que são impensáveis no interior de uma determinada cultura, e eles são impensáveis porque não se enquadram numa lógica ou num quadro admissíveis àquela cultura” (p.28). Nesta circunstância, fazendo uma aproximação com o filme, seria possível pensar que o jovem para o jurado que o identificou como assassino pela sua vivência anterior (cortiço), não podia ser concebido como inocente pois não fazia parte da lógica daquela cultura na qual o jurado estava inserido, mas podia ser bandido, já que pela lógica do jurado, o cortiço era compreendido, pensado, constituído como local em que se produziam bandidos.

Usando marcadores




Trabalhamos com blog desde o início do curso de Pedagogia a Distância e foi somente neste semestre que percebi a importância de usar marcadores para as postagens. Fui aprender a trabalhar com marcadores a partir de um tutorial criado pela professora Iris. Me sentindo como aluna, segui todos os passos indicados pela professora e acredito ter aprendido. Algo fácil de usar mas que até então não tinha percebido como útil e necessário neste espaço.