Neste final de semana estava lendo o capítulo 5 do livro " A louca da casa" de Rosa Monteiro e deparei-me com uma passagem muito interessante em que a autora fala sobre o poder "[...] o poder não é um indivíduo, não é uma instituição, não é uma estrutura firme e única, é antes uma teia pegajosa e confusa que suja todos os campos da nossa existência"(p.41). Nesta passagem tive a sensação inicial de estar lendo Foucault, porque a forma como Monteiro segue, em certa medida, aproxima-se do pensamento Foucaultiano, mas num tom mais jornalístico, o que torna o texto ainda mais envolvente. Se Monteiro era ou é adepta de Foucault, não importa no momento, mas o seu jeito envolvente de escrever e trazendo conceitos complexos me fez pensar o meu jeito de escrever. Algumas vezes percebo que minha escrita se torna muito acadêmica e faço as relações entre os conceitos de maneira adequada, contudo, sinto que falta esta escrita mais poética talvez, mais envolvente, sem que com isso, eu perca o rigor acadêmico, necessário para uma dissertação de mestrado por exemplo.
Confesso que este livro está me movimentando a pensar o meu processo de escrita e me mostrando outras formas de falar, de usar conceitos, de problematizar sem sair do tom. Este é um livro que eu indico!! Vale a pena investir umas horas nesta leitura.

Um comentário:
Bom dia, Alexandra esta colocação do livro de Monteiro,sobre o poder que citastes, falas sobre a forma com que ele escreve, aproximando-se muito do pensamento Foucault. Eu, fiquei pensando no poder, este que suja todos os campos da nossa existência.Pensei no poder, que muitas vezes nós professores, acreditamos ter e podemos usá-lo impiedosamente com nossos alunos.O poder, que leva o ser humano a não ter limites, e ser capaz de tudo, assim como muitos outros tipos. Acredito, que o livro seja muito bom, te levou a pensar em novas formas de escrever, até mesmo mais poética, sem perder o foco.E também, me deixou muito curiosa para aproveitar a dica.
Bom final de semana!
Bjs....
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